Manchete do dia: Uma unha quebrada...

Só quem é mulher saber o valor de uma unha quebrada; de uma meia-calça desfiada; da companhia para ir ao banheiro; de um elogio severo e de uma crítica sincera. Só por estes motivos já merecíamos um dia só nosso!  

 

Amanhã, 08 de março, receberemos milhões de mensagens e homenagens ressaltando as nossas conquistas no campo social, político e profissional. Homenagem merecida. Porém, hoje não quero falar somente das mulheres: quero falar dos homens que nos rodeiam! Estes sim merecem nossa atenção e todo o nosso esforço intelectual para entendermos como eles ainda insistem competir conosco. Em primeiro lugar, isto aqui não é jogo de futebol e não há taça ao final do torneio. Homens e mulheres não deveriam ser adversários como às vezes aparentam na hora da sedução, no campo profissional, no meio social e político. Um não vive sem o outro, não só fisiologicamente falando.   

 

O que seria dos homens sem a intuição feminina que a faz ligar às 2h da manhã de uma segunda-feira só porque pressentiu uma ameaça? O que seria dos homens sem a TPM que é a melhor e mais utilizada justificativa para nossos surtos psicóticos? O que seria dos homens sem nossa sensibilidade? É até redundante usar as palavras ‘sensibilidade’ e ‘mulher’ tão juntinhas. E só quem é mulher sabe o que nos leva a chorar com cenas da ficção e sermos duronas nas horas mais difíceis da vida real. Há aquelas que foram criadas pra não chorar, e isto não as torna menos sensíveis. Só quem é mulher sabe o que é querer ser executiva, dançarina, diplomata, dona de casa, mãe, go-go girl, freira, esposa, solteiríssima convicta, modernista declarada e romântica assumida, tudo numa mesma fração de segundos. Só quem é mulher entende que a gente nunca tem roupa pra sair; que o cabelo e a pele estão sempre precisando de algo mais. Fútil? Às vezes somos sim! E por necessidade. Como defende Jabor, amante das mulheres declarado e consagrado: “Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela ainda por cima, um tratado?”

Meninas, façamos um tratado: sejamos mulheres em toda a amplitude desta palavra. Quer seja nas futilidades ou nas conquistas mundiais. Meninos, façamos um tratado: sejam homens eternamente apaixonados por nossas sandices. Assim viveremos relativamente em paz.

Como presente pelo nosso dia, vai aí um conselho da sábia escritora alemã Ute Ehrhardt: “Meninas boazinhas vão pro céu, as más vão à luta!” 

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